Adina Worcman materializou em arte todo o sofrimento que viveu junto à sua família de origem polonesa e religião judaica. Passou pelo horror do holocausto, seis campos de concentração, pós-guerra e tantos outros traumas, vindos da nossa própria história. A artista acredita ter recebido o dom artístico de sua mãe, que era pintora, mas fazia obras escuras e sombrias que remetiam ao sofrimento. Adina transformou sua arte em plenitude e alegria. Ela trocou suas dores por cores e todos os traumas por formas e geometrias artísticas dos mais variados contornos, medidas e texturas.
Inspirada em uma vida de nova e cheia de esperanças no Brasil, assim como todo imigrante, Adina quase como todas as mulheres, também sonhava em construir uma família feliz e se dedicar integralmente a ela. Casou-se no Brasil e realizou esse sonho. Atualmente tem 62 anos, é casada, mãe de três filhas e avó de seis netos. Ela se considera uma mulher muito bem casada e de bem com a vida. Foi após o casamento que ela adquiriu sua emancipação como mãe, mulher e esposa e começou a se dedicar, além da própria família, às artes plásticas, quando sua filha mais nova tinha apenas um ano. Tornou-se uma artista plástica completa. Adina também é pedagoga e professora. Deu aula de artes plásticas e de língua hebraica durante 25 anos.
Adina Worcman elabora esculturas e pinturas na linguagem figurativa e contemporânea. As temáticas são diversificadas e por isso o tema da exposição no Piola: “Liberdade de Expressão”. As técnicas acontecem a partir do bronze, alumínio, resina, concreto e fibra de vidro. A riqueza de suas obras são tão intensas, diversificadas e completas que a artista também alimentou mais esse sonho, realizou todas as suas inquietações artísticas em diferentes texturas, formatos, medidas e padrões. Suas peças são referências de qualidade, bom gosto e sofisticação. Tornaram-se objeto de desejo, segundo vários especialistas e críticos de arte. Foi premiada em Roma, durante a VI Bienal Internacional, no ano de 2006.